sábado, 7 de novembro de 2009


Por que o jacaré fica imobilizado quando apontamos um facho de luz para seus olhos?

Porque o excesso de claridade ofusca sua visão. Os olhos desse animal são adaptados para enxergar bem no crepúsculo ou à noite: suas pupilas ficam abertas e redondas, absorvendo o máximo de luz. Aí, se apontamos uma lanterna, o choque faz as pupilas se contraírem para minimizar a recepção da luz.

Essa acomodação visual faz com que o jacaré pare. "Mas, numa situação dessas, os jacarés não ficam muito tempo imobilizados", diz o biólogo Flávio Molina, chefe do Setor de Répteis da Fundação Parque Zoológico, de São Paulo.

O olho de jacarés e crocodilos, tem, atrás da retina, uma camada que, à semelhança de um espelho, reflete a luz de volta para suas células receptoras, reforçando os sinais e tornando sua visão noturna ainda melhor. É esse fenômeno que produz um brilho avermelhado no olho desses répteis, quando focalizados por um facho de luz.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundoanimal/pergunta_286030.shtml

Por que os olhos de alguns animais brilham no escuro?

Olhos de caçador
Na verdade nenhum animal possui olhos que brilham no escuro. O que acontece é que muitos vertebrados terrestres com hábitos de caça noturna (como alguns répteis e diversos mamíferos) possuem uma superfície na retina conhecida como tapetum lucidum. Essa parte do olho funciona como um espelho e ajuda esses animais a enxergarem melhor no escuro, pois reflete a luz de volta para a camada fotorreceptora, fornecendo uma segunda oportunidade para a imagem ser captada adequadamente. A composição dessa superfície refletora é bastante diversificada, mas funciona da mesma maneira em todos os animais.
Quando estão no escuro, a pupila dos bichos fica inteiramente dilatada e expõe o tapetum lucidum. Por isso, quando um feixe de luz vindo de um farol ou mesmo do luar bate em seus olhos, essa superfície o reflete - e nos causa a impressão de que seus olhos brilham.
Fonte: Roberto Calderon Gonçalves, coordenador do curso de veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp em Botucatu.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/mundoanimal/pergunta_286030.shtml

domingo, 1 de novembro de 2009

Visão Humana / Visão de Inseto




Visão Humana / Visão de Inseto


Visão Humana / Visão de Inseto





Comparação entre as visões humana e de um inseto, respectivamente:

Visão Humana / Visão de Inseto





Os ocelos são estruturas bilaterais fotossensíveis, parcialmente sombreados por uma camada de células pigmentares (contendo rodopsina) que captam mudanças na intensidade da luz ou seja, na quantidade de luz visível, estão presentes em presentes em alguns invertebrados como as águas vivas e alguns protozoários.

Os artrópodes possuem olhos compostos que fornecem a eles informações sobre luminosidade e imagens do ambiente (Figura 1). Cada olho composto, consiste de várias unidades, conhecidas como omatídeos. O número de omatídeos pode variar de 9 em certas espécies de formiga, até 10.000 em algumas espécies de libélulas. A superfície do olho composto é formada por um mosaico de facetas hexagonais, que permitem a entrada da luz para cada omatídeo, este tem o aspecto de uma lente que direciona a luz sobre células receptoras, chamadas células retinulares. Essas células possuem rodopsinas, possuindo assim, a capacidade de captar luz. Partindo do princípio que cada omatídeo do olho composta está direcionado a um lugar diferente do campo visual, somente uma imagem sem detalhes ou descontínua podem ser conduzidas dos olhos compostos ao Sistema Nervoso Central.


http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-473897/A-bees-eye-view-How-insects-flowers-differently-us.html

domingo, 25 de outubro de 2009

Visão dos Vertebratas

Os sistemas visuais são considerados o sentido das distâncias per excellence, sensível às ondas de radiação eletromagnéticas que chegam à superfície do planeta com pouca interferência da atmosfera e hidrosfera.A radiação destas ondas, conhecidas como luz, têm inúmeras propriedades que lhe confere a característica de um excelente transmissor de informação à grandes distâncias. As ondas de luz viajam grandes distancias no ar com pouca atenuação (absorção). Viaja em linha reta no ar homogêneo ou na água limpa. Luz de diferentes ondas são absorvidas, transmitidas e refletidas de modos diferentes, de tal modo, que a distribuição espectral (comprimento de onda) da luz refletida a partir de um objeto é alterada. Estas propriedades da luz dão idéia da estrutura e da textura de um objeto. Um outro atributo significante da luz é sua velocidade de transmissão e ação do sistema neuromuscular dos Vertebrata.
O campo receptor do olho dos vertebrados está arranjado em uma bainha semi-esférica, a retina. Cada ponto na retina corresponde à conexões nervosas específica e um eixo visual diferente no espaço. Deste modo, um Vertebrata pode determinar onde um objeto se encontra em pelo menos duas dimensões do espaço e se está parado ou em movimento. Por causa das interações neurais, os olhos dos Vertebrata também podem captar prontamente início e termino de estímulos visuais (entradas, saídas e contornos) com grande precisão.
O olho dos Vertebrata (Figura 3-20) consiste de um receptáculo envolto por uma bainha que ampara a luz, as capas esclerótica e coróide. Elas previnem a estimulação do olho pela luz vinda de múltiplas direções. O olho tem uma abertura, a pupila, que controla quantidade de luz vinda que entra. Um sistema de foco, a córnea, as lentes e o corpo ciliar convergem os raios de luz para as celular fotosensíveis da retina.

A retina se origina de uma evaginação do diencéfalo. A natureza excepcional do olho como uma extensão do encéfalo não é tão apreciada de modo geral como deveria se. Por exemplo. Os Amphibia processam os estímulos de distâncias em um estrutura neural elaborada da retina. O nervo óptico envia sinais para o encéfalo com distinções já codificadas entre predador, presa e objetos imóveis no ambiente. A estrutura do nervo óptico dos Mammalia indica que ocorre um processamento considerável na retina. Existem aproximadamente 100 milhões de células fotoreceptoras na retina, mas apenas um milhão de axônio no nervo óptico. Deste modo, cada axônio integra informações de muitas células fotoreceptoras.
Os lagartos e aves têm acuidade visual muito melhor que a maioria dos peixes e mamíferos. Em parte, esta habilidade para distinguir dois pontos próximos no espaço é dada pela retina composta quase exclusivamente de cones (o que pode parecer os vertebrados com acuidade menor como um único ponto é reconhecido como dois pelos lagartos e Aves). Este tipo de acuidade só ocorre nos Mammalia em apenas uma região da retina formada por cones, a fóvea. Os cones são um dos tipos de células fotosensíveis na retina dos Vertebrada e distinguem-se do outro tipo, os bastonetes, pela morfologia, fotoquímica e conexões neurais. Em adição à alta acuidade visual os cones são a base para a visão das cores. Os cones têm relativamente baixa fotosensibilidade, entretanto; são pelo menos duas ordens de grandeza menos sensíveis que os bastonetes, deste modo sua função fica prejudicada a noite e em outras condições de baixa luminosidade.

Os bastonetes distinguem-se morfologicamente dos cones e diferem fisiologicamente deles- são excepcionalmente sensíveis à baixa luminosidade. Muitas sinapses dos bastonetes são feitas com um único elemento neural, aumentando as chances da baixa luminosidade estimular o neurônio, mas eles conseguem este aumento de sensibilidade pagando com a perda de acuidade visual. Uma analogia pode ser feita com os filmes fotográficos: O aumento da sensibilidade à luz é acompanhado de um aumento na granulação da imagem.
A perda da acuidade de um olho à noite é considerável. Enquanto, um pombo pode distinguir em sua retina dois pontos distantes entre si mesmo de 1 micrômetro durante o dia, um rato só reconhece dois pontos separados entre si mais de 20 micrômetros à noite. Tentar concentrar-se na forma ou detalhes dos objetos observados na margem do campo visual de cada olho – áreas periféricas ricas em bastonetes da retina humana – evidenciará a pouca acuidade da visão pelos bastonetes.
O olho e retina produzem uma representação bi ou tridimensional do mundo ( Figura 3-22). Cada cone ou grupo adjacente muito próximo de bastonetes na retina correspondem de modo preciso à um ponto ou conjunto de pontos adjacentes no espaço. Os músculos que controlam a orientação do olho e a acomodação das lentes fornecem informações suficientes para uma reconstrução neural muito acurada do mundo percebido visualmente.
Fonte: POUGH, F. Harvey; HEISER, John B.; MCFARLAND, William N. et al. A vida dos vertebrados. 2.ed. São Paulo: Atheneu, 1999. ISBN 85-7454-003-X

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Curiosidades!

Enxergar bem é questão de vida ou morte para caças e caçadores


Visão panorâmica

Os campeões são os coelhos, que têm uma incrível visão periférica de 360 graus. O segredo é que os olhos desses bichos ficam posicionados na lateral, permitindo que eles vigiem os arredores para fugir dos predadores. "Para esses bichos, o que importa é ter um amplo campo de visão, que lhes dê a chance de acompanhar tudo o que se passa ao redor", afirma a oftalmologista Beatriz Simões Correa, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.






Visão noturna

No escuro, a medalha de ouro da visão vai para a coruja, que enxerga um ratinho a mais de 80 metros de distância - e isso numa noite sem lua! Seus olhos são equipados com um tipo de lente especial, que faz com que eles funcionem como um telescópio que aproxima a imagem.





Visão de longo alcance

A águia-de-asa-redonda enxerga pequenos roedores quando está voando a 5 mil metros de altura. Essa extraordinária capacidade é possível porque a retina desse pássaro tem milhões de fotorreceptores, células sensíveis à luz que aumentam o alcance visual.





Visão colorida

O rei das cores é o Squilla mantis, um tipo de camarão capaz de enxergar uma gama de cores muito maior que a observada pelo olho humano. Esse crustáceo leva vantagem sobre nós por ter uma retina com mais tipos de cones, os pigmentos que permitem enxergar colorido. Enquanto o Squilla mantis tem 12 tipos de cones, nós temos três. Perdemos até para os pombos, que tem cinco.






Fonte:
http://mundoestranho.abril.com.br/mundoanimal/pergunta_287062.shtml
http://farm2.static.flickr.com/1039/526874438_3f47971c10.jpg
http://www.papeldeparede.fotosdahora.com.br/wallpaper/02Animais//olhos_coruja.gif
http://www.fotoplatforma.pl/foto_galeria/5171_HJmyszolow-(20)z.jpg
http://www.ucs.louisiana.edu/~rtb6933/shrimp/squilla.JPG

domingo, 6 de setembro de 2009

ARTIGO: Fisiologia da visão!

http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/imago/site/semiotica/producao/ramos-final.pdf

Visão de Organismos Menos Complexos


Nos moluscos cefalópodes há um alto grau de desenvolvimento do sistema nervoso, único entre os invertebrados (Figura 2). Estes animais possuem um sistema sensorial sofisticado, particularmente os olhos que, em polvos e lulas apresentam estruturas e formam imagem similar aos vertebrados.


Os ocelos são estruturas bilaterais fotossensíveis, parcialmente sombreados por uma camada de células pigmentares (contendo rodopsina) que captam mudanças na intensidade da luz ou seja, na quantidade de luz visível, estão presentes em presentes em alguns invertebrados como as águas vivas e alguns protozoários.

Os artrópodes possuem olhos compostos que fornecem a eles informações sobre luminosidade e imagens do ambiente (Figura 1). Cada olho composto, consiste de várias unidades, conhecidas como omatídeos. O número de omatídeos pode variar de 9 em certas espécies de formiga, até 10.000 em algumas espécies de libélulas. A superfície do olho composto é formada por um mosaico de facetas hexagonais, que permitem a entrada da luz para cada omatídeo, este tem o aspecto de uma lente que direciona a luz sobre células receptoras, chamadas células retinulares. Essas células possuem rodopsinas, possuindo assim, a capacidade de captar luz. Partindo do princípio que cada omatídeo do olho composta está direcionado a um lugar diferente do campo visual, somente uma imagem sem detalhes ou descontínua podem ser conduzidas dos olhos compostos ao Sistema Nervoso Central.

http://www.biociencia.org/index.php?option=content&task=view&id=106

Referências

Fernald, R.D. (1997). The Evolution of Eyes. Brain, Behavior and Evolution, 50, (pp 253-259).

Gehring, WJ, Ikeo, K. (1999). Pax 6: Mastering Eye Morphogenesis And Eye Evolution. Trends Genet 15:371-7.

Goldsmith, T.H. (1973). Photoreception and Vision in C. L. Prosser (Ed.), Comparative Animal Physiology. 3rd ed. vol. II. (pp577-632). Philadelphia (USA): W.B. Saunders Company.

Heesy, C. P. Ross. C. F. (2000). Evolution of activity patterns and chromatic vision in primates: morphometrics, genetics and cladistics. Journal of Human Evolution 40: 111- 149.

Hoar, W.S. (1975). General and Comparative Physiology. 2nd ed. New Jersey: Prentice-Hall.

Walker, W.F. Jr. Liem, K.F. (1994). Functional Anatomy of Vertebrates: an evolutionary perspective. 2nd ed. USA: Saunders College Publishing.

Visão dos Vertebrados





Exceto as espécies que vivem em habitats sem luz (nas quais houve redução ou perda total dos olhos), todos os Vertebrados apresentam um par de órgãos fotorreceptores (Walker & Liem, 1994).

O olho lateral dos Vertebrados é do tipo vesicular que consiste numa estrutura de forma, aproximadamente esférica (globo ocular), com uma abertura anterior por onde penetra a luz. As suas dimensões relativamente grandes potenciam-no como o mais eficiente de todos os olhos animais, pois pode projetar a imagem numa grande superfície contendo elevada densidade de células fotorreceptoras.


Visão dos Peixes


O olho dos peixes apresenta um cristalino esférico, denso e espesso, e uma córnea quase plana. O cristalino está fixo por um músculo refrator que o pode mover para perto da retina para fazer a acomodação. A esclerótica apresenta porções cartilagíneas que conferem maior rigidez ao globo ocular, auxiliando a manutenção da sua forma. A maioria dos fotorreceptores são bastonetes, existindo poucos cones.


Visão dos Anfíbios


O olho dos Anfíbios possui um cristalino esférico na fase larvar, adaptado à visão aquática, alterando-se durante a metamorfose, para adquirir uma forma oval na fase adulta. A córnea apresenta capacidade de adaptar a sua curvatura. O olho possui uma pálpebra superior fixa e uma pálpebra inferior transparente e móvel. Os anuros dependem da sua visão para a alimentação e locomoção e possuem os maiores e os mais desenvolvidos olhos dos Anfíbios.


Visão dos Répteis


Todos os répteis vivos possuem a capacidade de fazer acomodação (capacidade de alterar a focagem para a visão de perto ou ao longe), pois o cristalino possui uma almofada anelar que sobre ele exerce pressão e altera a sua forma. A pupila pode apresentar formas muito variadas, desde uma abertura circular nas tartarugas e em muitos lagartos diurnos e serpentes, fenda vertical nos crocodilos e serpentes noturnas e fenda horizontal presente em algumas serpentes arborícolas.

A acuidade visual é muito variável, mais precária nos lagartos e serpentes que se enterram, sendo que muitos destes possuindo olhos muito pequenos. Alguns répteis têm visão a cores.

O camaleão possui olhos de grandes dimensões, com grande mobilidade e movimentos independentes. A retina tem uma fóvea desenvolvida, comparável à das aves de rapina e o cristalino tem poder de refração negativo, divergindo os raios luminosos, em repouso. A acomodação ocular do camaleão é muito rápida e a sua gama de acomodação é a maior conhecida nos vertebrados terrestres.


Visão das Aves


O vôo requer um sentido da visão apurado e ajustes muito rápidos do olho, à variação da intensidade luminosa ou à distância. Na maioria das aves, o globo ocular é muito grande, relativamente ao tamanho da cabeça do animal, e é endurecido por um anel de ossículos escleróticos, geralmente situados próximo do cristalino, onde suportam e reforçam o local de origem dos músculos ciliares. Os ossículos também ajudam a manter a forma do globo ocular, especialmente nas espécies em que este não é esférico. O músculo da íris é estriado e apresenta uma resposta muito rápida às alterações da intensidade luminosa. As Aves diferente dos répteis, não apresentam almofada anelar para fazer a acomodação ocular e muitas espécies apresentam visão a cores (Walker & Liem, 1994).

As aves de rapina possuem visão com elevado poder de resolução - acuidade visual - que depende, em parte da grande imagem que é projetada na retina e, em parte, da distribuição de cones e bastonetes. A retina tem 2 fóveas - uma lateral ou temporal, dirigida para a visão monocular, e outra anterior ou central, para visão binocular. Em cada fóvea, as células fotorreceptoras estão mais concentradas, conferindo um poder de resolução cerca de oito vezes superior ao do olho humano (Walker & Liem, 1994).


Visão das Mamíferos


Mamíferos e aves possuem uma estrutura ocular bastante semelhante. Basicamente todo olho possui uma câmara escura, uma camada de células fotorreceptoras, um sistema de lentes para focalizar a luz que forma a imagem e um sistema de células nervosas para conduzir os estímulos ao córtex cerebral.

Apesar do globo ocular variar muito entre os diferentes grupos de Vertebrados, a sua estrutura básica repete-se em todos os grupos (Walker & Liem, 1994). Sendo o olho humano o mais estudado, é, muitas vezes, apresentado como exemplo do olho típico dos Vertebrados.

Nos vertebrados aquáticos, em geral, a visão não é um sentido muito importante, devido às características do próprio meio aquático, que provoca o desvio dos raios luminosos, e devido à estrutura do próprio olho. Pelo contrário, nos vertebrados terrestres, por terem evoluído num meio em que a luz se propaga a longas distâncias, sem grande distorção e absorção, o olho foi adquirindo gradualmente um nível de especialização muito elevado e grande acuidade, conferindo ao sentido da visão uma enorme importância para a sobrevivência.

Na maior parte dos Vertebrados, a camada fotorreceptora é composta por dois tipos de neurônios especializados, bastonetes e cones. Estes neurônios são as únicas células da retina capazes de serem excitadas diretamente pela luz, pois possuem pigmentos fotossensíveis que absorvem radiação eletromagnética de um determinado comprimento de onda; é neles que ocorre a conversão da energia luminosa em energia química, dando origem à formação de um potencial do receptor que produzirá um impulso nervoso, o qual será conduzido através das outras camadas da retina até à área visual do sistema nervoso central. Os fotorreceptores do olho dos Vertebrados são derivados de células ciliadas, enquanto os da maioria dos filos de invertebrados não o são (Goldsmith, 1973, 1991; Hoar, 1975; Withers, 1992).

A distribuição dos cones e dos bastonetes na retina não é uniforme; quando surge a necessidade de grande acuidade visual e de focar detalhes com grande precisão, existem áreas altamente especializadas constituídas apenas, por cones. A mais comum destas áreas é a fóvea, zona central da retina que é o ponto de focagem do sistema óptico, sendo o local de maior acuidade visual do olho, dado que nele se concentra o maior número de cones e não existem bastonetes.

Todos primatas, inclusive o homem, além de possuírem visão colorida têm visão tridimensional, em profundidade. A visão tridimensional acontece porque há sobreposição, no córtex visual, das informações que chegam dos campos visuais dos dois olhos simultaneamente. Nossos olhos estão localizados na frente da face. Este posicionamento dos olhos permite a visão do mesmo objeto, ao mesmo tempo, desde dois ângulos ligeiramente diferentes. O cérebro compara estas duas imagens simultâneas e cria a noção de profundidade.

O ser humano possui um olho com três camadas ou túnicas dispostas concentricamente (Figura 3). A camada externa, formada pela esclera ou esclerótica e pela córnea. A camada média ou túnica vascular, constituída pela coróide e pela íris. E a terceira camada ou a túnica nervosa, a retina, que se comunica com o cérebro pelo nervo óptico. Há também a lente ou cristalino, que é uma estrutura biconvexa transparente. Frente ao cristalino está uma expansão pigmentada e opaca da camada média e, o recobre em parte. É chamada de íris. O interior do olho pode ser dividido em três câmaras: a anterior, que é delimitada pela íris e a córnea; a câmara posterior, localizada entre a íris e o cristalino; e o espaço vítreo, situado atrás do cristalino e circundado pela retina. As duas primeiras câmaras são preenchidas por um líquido que contém proteínas, é o humor aquoso. O espaço vítreo está cheio do humor ou corpo vítreo, aquoso e gelatinoso. Em várias regiões do olho são encontradas células pigmentares com melanina, são os melanócitos, que impedem a entrada absorvendo a luz estranha que pode prejudicar o processo de formação da imagem.

http://www.biociencia.org/index.php?option=content&task=view&id=106

Evolução da Visão em Cores




Por Eliane Evanovich, MSc., 2004.


A visão utiliza apenas uma banda muito restrita do espectro electromagnético constituída por comprimentos de onda situados entre 390nm e 770nm, conhecida como a "luz visível"; ou espectro visível. Comprimentos de onda inferiores a 390 nm são absorvidos pela camada de ozônio da atmosfera, e radiação de comprimento de onda mais longo que 770 nm são atenuadas pelo dióxido de carbono, pelo vapor de água e pelo ozônio existentes, na atmosfera. (Goldsmith, 1991).

A sensibilidade à luz (fotossensibilidade) confere aos animais mais simples, a habilidade de se orientarem a partir da luz do sol e das estrelas. Aos animais mais complexos, fornecem respostas rápidas e detalhadas sobre um objeto e ambiente. Durante a evolução, os elementos básicos que possibilitam a fotossensibilidade: as rodopsinas, foram preservados.

Uma molécula de rodopsina, consiste de uma molécula a opsina, de um grupo prostético com capacidade de ser estimulado pela luz o 11-cis-retinol, que está localizado no centro da opsina. Quando o 11-cis-retinol é excitado, sua forma se modifica, alterando assim, a conformação da opsina, desencadeando uma série de processos bioquímicos que por sua vez desencadeiam a transmissão dos impulsos nervosos. Estes impulsos viajam pelos nervos até o cérebro, na área do córtex que analisa estas informações, onde serão interpretados e traduzidos em imagens. Nos olhos dos vertebrados a rodopsina está localizada em neurônios modificados, de dois tipos, cones, responsáveis pela visão em cores e bastonetes (visão preto e branco). Cada uma destas células apresenta um segmento externo (zona altamente especializada contendo pilhas de membranas onde se localiza a rodopsina), um segmento interno (contém os organitos celulares habituais) e um terminal sináptico (zona de comunicação com outros neurônios).

Foram identificados 5 tipos de cones, os que absorvem comprimentos de ondas eletromagnéticas curtos com cerca de 465-492 nm (para a cor azul, chamado S- Small), médios de 492- 577 nm (verde, chamado M- Medium) e longos, de 622-780nm (vermelho, chamado L- Long). O quarto tipo, está presente em passariformes, outras aves, e rato são os cones UV ('true UV' cone) que absorvem espectros ultra-violetas (inferiores a 455 nm). Outros mamíferos, como o Homem possuem cones para a cor violetas (390- 455nm).

O gene Pax 6 é responsável pelo controle da morfogênese dos olhos. O estudo desse gene em metazoários sugere que o protótipo de todos os tipos de olhos é o mesmo, tendo uma origem monofilética (Gehring & Ikeo,1999; Fernald, 2000).

Ele foi isolado no Homem, camundongo, peixe zebra, galinha, ouriço do mar e mosca de fruta. Mutações encontradas nesse gene em insetos e mamíferos causa redução ou ausência de estruturas dos olhos.

Em primatas e roedores, os genes que codificam os cones estão localizados no cromossomo X. Os macacos do Velho Mundo e hominóides (Homem e Grandes Macacos) apresentam visão tricromática, ou seja, possuem os 3 tipos de cones, e macacos do Novo Mundo tendem à visão dicromática, apresentando 2 tipos de cones (geralmente, S e M) embora as fêmeas possuam padrão polimórfico para esta característica, ou seja, as fêmeas podem ter os 3 tipos de genes da opsina, exceto para o gênero Alouatta que tem múltiplas cópias dos genes do cromossomo X, inclusive da opsina, portanto tanto os machos quanto as fêmeas geralmente apresentam visão tricromática (Heesy& Ross, 2000).

Em 1990, as seqüências de aminoácidos das opsinas de várias espécies (drosofila, cefalópode, ovelha, galinha, bovino, rato e homem) foram comparadas. Todas as opsinas apresentaram seqüências similares. Entre os vertebrados, os bastonetes são bastante conservados, estima-se que, durante a evolução, os genes dos bastonetes se duplicaram por e por subseqüentes mutações originaram os genes dos cones.

Pela comparação de DNA foi possível propor que os cones de uma espécie ancestral, seriam sensíveis a longos intervalos de comprimentos de onda (absorção de >500 nm a < 500 nm), característica que parece ter sido importante durante a radiação dos vertebrados. Esse arranjo ancestral tem sido mantido em sua forma original, principalmente entre os primatas do Velho Mundo.

http://www.biociencia.org/index.php?option=content&task=view&id=106

domingo, 30 de agosto de 2009


CRISTALINO: lente biconvexa, transparente, flexível 9 capa de modificar sua forma), localizada atrás da íris. Sua função é focar os raios de luz para um ponto certo na retina.

RETINA: camada nervosa, localizada na porção interna do olho, onde se encontram célula fotoreceptoras( CONES, responsáveis pela visão central e pelas cores, e Bastonetes, responsáveis pela visão periférica e noturna). Sua função é transformar os estímulos luminosos em estímulos nervosos que são enviados para o cérebro pelo nervo óptico. No cérebro essa mensagem é traduzida em visão.

COROÍDE: é uma camada intermediária, rica em vasos que servem para a nutrição da retina. A região da retina, responsável pela visão central, chama-se MÁCULA, na qual se localizam os cones .

HUMOR VÍTREO: é uma substância viscosa e transparente, que preenche a porção entre o cristalino e a retina.

HUMOR AQUOSO: é um líquido transparente, que preenche o espaço entre a córnea e a íris. Sua principal função é a nutrição da córnea e do cristalino, além de regular a pressão interna do olho.

ESCLERA: é a parte branca do olho. Sua função é a proteção ocular.

http://www.drvisao.com.br/conheca_olho.php

Animais que pastam, mais interessados em evitar predadores do que
em caçar, têm em geral os olhos localizados nas laterais da cabeça
(foto: Fábio Colombini)

Gostaria de saber se os animais, os cachorro, peixes, pássaros, vêem em cores ou em preto e branco? Conseguem enxergar como nós?



Gostaria de saber se os animais, os cachorro, peixes, pássaros, vêem em cores ou em preto e branco? Conseguem enxergar como nós?
Lívia

Existem dois tipos de células sensíveis à luz no olho: os cones e os bastonetes, cujos nomes respondem à forma destas células. Cada uma delas é especializada em um aspecto distinto da captação de luz: enquanto os bastonetes respondem à intensidade luminosa (níveis baixos ou altos de luz), os cones lêem as freqüências da luz, que, na banda visível do espectro eletromagnético, são o que conhecemos como cores. Assim, os bastonetes nos ajudariam a ver de noite ou com pouca luz e os cones nos permitem perceber distintas cores.
Tanto nos bastonetes como nos cones, existem moléculas de um tamanho relativamente grande que absorvem os fótons que chegam a elas e que são as que produzem finalmente impulsos elétricos no nervo óptico.
A distinção de cores está baseada em dois aspectos:
1. A quantidade de cones diferentes que possua o animal: cada tipo de cone percebe uma freqüência luminosa diferente. Por exemplo, no caso do homem, possuímos três tipos diferentes de cones que respondem a três freqüências diferentes: luz azul, luz verde e luz vermelha. Possuímos até seis milhões de cones em nossa retina.
2. Como o cérebro do animal interpreta posteriormente a combinação das freqüências diferentes que recebe: para que um animal possa perceber um mundo em cores, precisa ter pelo menos duas classes diferentes de células sensíveis à cor em seu olho, os cones, e um cérebro que possa entender as mensagens que recebe destas células.
Os casos de alguns animais:
Um cachorro pode ver em cor, mas não tantas cores como os homens, já que possui só dois tipos distintos de cones. Por exemplo, o cachorro pode distinguir o azul do amarelo, do vermelho ou do verde, mas não pode distinguir o vermelho do verde. O esquilo e o gato possuem também só dois tipos diferentes de cones.
Uma pomba pode perceber mais cores do que um humano já que possui até cinco tipos diferentes de cones. A borboleta possui quatro tipos diferentes de cones. Um tipo de camarão tem pelo menos 12 classes de células sensíveis à cor e provavelmente seja o animal que mais cores perceba.
No outro extremo, podemos encontrar casos de animais que não possuem cones e só disponha de bastonetes em seu olho. Eles não poderão perceber cor alguma, apens mudanças de intensidade de luz. Seu mundo é um mundo de sombras, no qual as sombras menos escuras correspondem a mais luz e as menos escuras, a menos luz. Este é o caso, por exemplo, das salamandras.
Também não verá a cor um animal que, além de bastonetes, só possua um tipo de cone (são necessários dois, no mínimo, para distinguir cores). Assim, seu mundo não será em escala de cinzas como, no caso da salamandra, mas na escala da única cor que percebam seus cones. Isso é que acontece com o polvo.
Existem no reino animal outros casos de animais que percebem um mundo de sombras mas não devido aos bastonetes de seus olhos, mas graças as manchas oculares, sistema parecido com os bastonetes localizados por todo o corpo. É o caso das minhocas de terra, que possuem centos destas manchas oculares sob a superfície da pele, perto de sua cabeça e de sua cola. Uma minhoca usa suas manchas oculares para permanecer em lugares escuros e frios. Se ela fica exposta ao sol por muito tempo, se desidrata e morre. O mesmo ocorre com os micróbios unicelulares, as sanguessugas e as medusas do mar.
As estrelas do mar também vêem só luz e escuridão, mas mediante um mecanismo distinto: o das copas oculares. Elas têm uma copa cheia de células fotosensíveis dentro da ponta de cada braço (a propriamente denominada copa ocular). Uma estrela de mar pode ver em muitas direções movendo seus braços e pode projetar suas copas oculares para fora para ver melhor. Outros animais com copas oculares são os vermes marinhos, alguns moluscos, os crustáceos e as larvas de animais marinhos.
A quantidade de bastonetes que um animal possui faz com que sua visão noturna seja melhor. É o caso de caçadores noturnos, como o cachorro. Os caninos vêem na escuridão de 4 a 5 vezes melhor do que o ser humano. Ainda há o caso de animais que possuem células sensíveis a freqüências que ficam em faixa do espectro eletromagnético não visível para os olhos humanos. É o caso das abelhas, que vêem a luz ultravioleta (UV), uma freqüência que é invisível para nossos olhos. As abelhas usam esta visão em UV para ver os padrões das pétalas florais, os quais lhe indicam onde se encontra o néctar.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI255024-EI1431,00-Os+animais+enxergam+em+cores.html

A visão dos bichos Decifre conosco o enigma de como enxergam coelhos, cavalos, gaviões...





Tape o olho direito e observe tudo ao seu redor sem mexer a cabeça. Faça o mesmo tapando o olho esquerdo. Por último, observe o ambiente com os dois olhos abertos. Reparou que você tem uma visão mais restrita daquilo que está à sua direita quando tapa o olho direito e que seu campo visual à esquerda também é mais limitado quando você tapa o olho esquerdo?
Se não reparou, repita o teste e comprove! A seguir, responda: por que formamos uma imagem quando tapamos o olho direito, formamos também uma só imagem quando tapamos o olho esquerdo e formamos ainda uma única imagem, em vez de duas, quando estamos com os dois olhos abertos? Você acha que um coelho também enxerga assim? E um cavalo? E um gavião? Siga a leitura para decifrar o enigma da visão dos bichos!
A visão única que nós, humanos, conseguimos formar deve-se, em primeiro lugar, ao fato de nossos olhos serem paralelos, isto é, de estarem alinhados lado a lado na nossa face. Quando os olhos estão abertos, a luz atravessa a córnea, a pupila e o cristalino para formar, na retina, uma imagem. Cada olho forma a sua e a envia instantaneamente para o cérebro. As duas imagens que chegam ao cérebro são imediatamente superpostas e nós, então, temos a impressão de uma visão única.


A disposição dos nossos olhos, paralelos e capazes focalizar um mesmo ponto, também nos permite uma visão tridimensional, ou seja: conseguimos perceber a altura, a largura e a profundidade de tudo aquilo que observamos. Alguns animais enxergam de forma parecida com a dos humanos, como é caso dos macacos e dos felinos. Mas a verdade é que cada bicho tem a visão adaptada à sua necessidade.
Os predadores, em geral, têm os olhos localizados na parte frontal da cabeça, de tal forma que podem se voltar para a mesma direção e calcular a exata distância da caça. Esses animais, assim como o homem, formam uma imagem em cada retina e essas se sobrepõem no cérebro formando uma só. É a chamada visão binocular.
Por sua vez, os animais que pastam -- como coelhos, cavalos, veados e vacas -- têm os olhos localizados em cada lado da cabeça. Para eles a percepção de profundidade não é tão importante quanto a visão completa, panorâmica, porque estão mais interessados em evitar os predadores do que em caçar. Assim, o cavalo, por exemplo, pode ver em todas as direções sem mexer a cabeça, mas sua visão tridimensional do mundo é muito limitada.
Como se vê, ter dois olhos não significa ter uma visão binocular. A extensão do campo visual binocular dos animais é determinada quase que exclusivamente pela posição dos olhos na cabeça. Chamamos de campo binocular a área onde a visão de um olho se sobrepõe a do outro. Quanto mais laterais estão os olhos de um animal, menor é o seu campo visual binocular.


Todo animal que é presa -- seja ele peixe, ave ou mamífero -- depende de um eficiente sistema de alerta para evitar ser devorado. Um coelho, portanto, necessita de uma visão panorâmica muito mais do que de uma visão a distância como a da leoa, que é predador.
O coelho, anote aí, pode enxergar 360 graus a sua volta! A natureza lhe propicia essa visão para que ele possa se proteger. A leoa, por sua vez, não tem grandes preocupações com predadores, mas necessita de uma visão capaz de enxergar um coelho correndo a muitos metros e ainda poder avaliar com precisão à distância dessa presa.
Então, seja lá qual for o bicho, para sobreviver é preciso ter olho vivo!
Ciência Hoje das Crianças 138, agosto 2003
Beatriz Simões Correa
Médica - Sociedade
Brasileira de Oftalmologia

http://cienciahoje.uol.com.br/view/1969

Os animais enxergam em preto e branco?




A maneira como os animais enxergam ou percebem o seu ambiente é bastante variável. Muitos sequer possuem estruturas para ver o ambiente: o percebem por meio de receptores químicos ou táteis, explica o professor da Faculdade de Biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Júlio César Bicca-Marques.
Outros têm olhos, mas usam outras formas para perceber o que os cerca: algumas serpentes detectam comprimentos de onda no espectro infra-vermelho - isso quer dizer que "enxergam" pelo calor do corpo dos outros animais. Alguns animais chegam a perceber comprimentos de onda invisíveis para o ser humano, como o ultravioleta visto por alguns insetos.
Entre os mamíferos, a visão também é bastante variada. Bicca-Marques explica que depende dos receptores que estão em células dentro da retina do animal. Os macacos-da-noite, por exemplo, têm hábitos noturnos e possuem apenas um tipo de receptor, sendo chamados de monocromatas.
Esse tipo de animal parece enxergar em preto-e-branco, e não há problema, porque à noite o papel da cor é secundário - o cheiro é mais importante para os animais. Muitos outros mamíferos têm dois tipos de pigmentos e são chamados de dicromatas - teriam uma visão parecida com a de um homem daltônico, que confunde determinados tipos de cores.
A maioria dos humanos é tricromata e vê o mundo verdadeiramente em cores. Os grandes símios, como orangotangos, gorilas e chimpanzés, são assim também. Mas o professor chama a atenção para algo interessante. Com exceção dos macacos-da-noite monocromatas e dos bugios tricromatas, todas as outras espécies de macacos das Américas têm indivíduos dicromatas e indivíduos tricromatas. Ou seja, em um mesmo grupo alguns podem enxergar o mundo em cores diferentes de outros.
"As vantagens evolutivas deste polimorfismo são debatidas pelos cientistas, porém sabe-se que homens daltônicos detectam objetos camuflados muito antes e melhor que homens com visão normal (tricromata). Acredita-se que esta variabilidade seja vantajosa para detectar predadores procurar por alimentos", conta Bicca-Marques.

http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI3203478-EI8410,00.html